23/10/2007 - Contagem em 60 cidades brasileiras

23-10-2007

Por Alderon Costa
deron@uol.com.br 

Neste mês de outubro, acontece a contagem da população em situação de rua em 60 cidades com mais de 300 mil habitantes, incluídas Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba, sendo 23 capitais e outras 37 cidades brasileiras. Ficaram de fora São Paulo, Belo Horizonte e Recife por já terem realizado contagem própria.
Segundo Valeria Gonelli, diretora do Departamento Social Especial do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a demanda por políticas públicas para a população de rua nasce do aumento da população. É preciso direcionar uma política de inclusão para este segmento”, afirmou Gonelli. Nos encontros finais de ano do Presidente Lula com a população em situação de rua, em São Paulo , por vezes foi apontada a necessidade de um censo e de políticas públicas.
Neste mês de outubro, acontece a contagem da população em situação de rua em 60 cidades com mais de 300 mil habitantes, incluídas Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba, sendo 23 capitais e outras 37 cidades brasileiras. Ficaram de fora São Paulo, Belo Horizonte e Recife por já terem realizado contagem própria.
Segundo Valeria Gonelli, diretora do Departamento Social Especial do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a demanda por políticas públicas para a população de rua nasce do aumento da população. É preciso direcionar uma política de inclusão para este segmento”, afirmou Gonelli. Nos encontros finais de ano do Presidente Lula com a população em situação de rua, em São Paulo , por vezes foi apontada a necessidade de um censo e de políticas públicas.
O MDS está investindo R$ 1,5 milhão neste levantamento que está sendo realizado pela empresa META (Instituto de Pesquisas de Opinião Ltda.) escolhida por meio de licitação, em parceria com a Unesco. Segundo Flávio Eduardo Silveira, diretor geral da Meta, esta empresa sempre trabalhou com um foco na área social, educacional, saúde e sócio-econômica, mas ainda não tinha realizado nenhum trabalho direcionado para a população de rua. Para montar a estrutura da pesquisa, foi preciso contratar coordenadores para as capitais e municípios. Mesmo afirmando que a empresa teria ramificações por todo o País, uma estrutura nacional, não foi o que este jornal verificou. Em várias cidades os coordenadores contratados não conheciam o Instituto Meta e nem seu diretor.
A importância da pesquisa para o representante do Movimento Nacional de Luta e Defesa dos Direitos da População de Rua, Samuel Rodrigues, desde que não pare na contagem, ela deve servir de orientação para a construção de uma política.
Para Tânia Maria Ramos Costa, da Pastoral da População de Rua do Rio de Janeiro, a pesquisa vai apresentar um retrato da realidade. “A pesquisa chega em uma boa hora, porque existe um anseio do povo da rua de ser gente. A população de rua nunca foi contada pelo IBGE por não ter moradia fixa. Agora ele entra numa contagem como pessoa, como cidadão”, afirma Tânia.
A pesquisa contou com a participação do Movimento Nacional da População de Rua e para Múcio Tosta Gonçalves, assessor da Pastoral de  Rua de Belo Horizonte, é importante esta participação dos representantes da população de rua. “Ao chamá-los para conhecer os instrumentos e discutir a metodologia, de fato, faz-se com que a pesquisa amplie os horizontes e possa ser a base da construção de novas políticas”, declara Múcio.
Carlos Henrique Cardoso de Aquino, representante da população de rua, também fala da importância da participação da população de rua. Para ele, o diferencial é exatamente essa participação. “Essa parceria vai ajudar o Movimento a se articular em outros Estados ”.
A pesquisa já aconteceu, em aproximadamente, 40 cidades e, segundo, Ston Figueiredo, da Pastoral de Rua de Belo Horizonte, estava previsto para a segunda quinzena de outubro mais 20 cidades. Algumas cidades previstas para terminarem na primeira quinzena não conseguiram finalizar. No Rio de Janeiro, foi interrompida porque estava acontecendo o “recolhimento” das pessoas por parte da Prefeitura. Ainda segundo Ston, já se pode ver que o treinamento foi insuficiente, a estrutura básica também está a desejar, inclusive há certa desmotivação por parte dos pesquisadores.

Segundo, o diretor da Meta, a previsão é ter as conclusões da pesquisa no mês de dezembro.

Fonte: Rede Rua

Dispontível em:
http://www.rederua.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=81&Itemid=1

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